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terça-feira, 10 de maio de 2011

MICHEL FOUCAULT: HISTÓRIA DA LOUCURA


O «milagre» de que algumas terapias apropriadas são «acusadas», é apenas um fenómeno vulgar que o estado pré-científico da ciência médica explica e provoca. O «milagre» resulta de uma simples relação lógica e ecológica, linear, de causa-efeito, que a medicina ainda não conseguiu enquadrar. Neste sentido, a medicina moderna está cada vez mais afastada da ciência das evidências ou do «fiat lux» que é a relação causa-efeito, repentinamente descoberta. Quanto mais a ciência moderna se afasta da condicionante ecológica, mais se afasta da relação entre causas e efeitos.
Quando se trata a história da Medicina, no entanto, sempre em termos de glorificação heróica, identifica-se com a história do combate (a posteriori) à doença, evidencia-se o carácter épico, desmesurado e ciclópico dessa luta. A história da loucura narrada por Michel Foucault na sua obra célebre «Histoire de la Folie à l'Age Classique», é um hino colossal à tenacidade humana contra esse flagelo - a loucura - que assolou e assola a espécie.
Poder-se-á perceber a reacção violenta que as soluções terapêuticas simples de Alquimia Alimentar - como a Oligoterapia, a Homeopatia ou a Macrobiótica - poderão obter ainda das pessoas, doutrinadas numa ideia de complexidade abismal em que a doença ainda mergulha. Vamos supor que o tratamento de um terreno orgânico carente em lítio, por exemplo, pode eliminar todos os sintomas da esquizofrenia (rótulo usado pela Psiquiatria). Quem irá acreditar, se a medicina nunca conseguiu debelar essa doença? Quem irá aceitar a simplicidade da terapia? Não admira que algumas proezas rocem o fantástico, quando a actuação humana é ainda tão pouco científica, quer dizer, tão incapaz de relacionar causa e efeito e de ir à causa rerum do que acontece. [1990]

sábado, 6 de novembro de 2010

PROFETAS DA VISÃO HOLÍSTICA




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O «REALISMO ECOLOGISTA» EM 1987: PROFETAS DA VISÃO HOLÍSTICA

Será a Ecologia Humana a ciência das ciências do futuro ou será antes uma fraude e os que, há quase vinte anos, a estudam, preconizam e defendem, uns atrasados mentais?
Terá razão a Tecnocracia que combate ferozmente as alternativas ecológicas de vida ou terão razão os que, em pequenos grupos como a «Frente Ecológica», há cerca de vinte anos tentam esclarecer as pessoas sobre o que mais importa à sua saúde, vida e segurança?
As edições da «Frente Ecológica» foram, durante década e meia, voz activa e participante nessa polémica de «vida ou de morte», documentam e testemunham o nascimento de uma ciência que ainda não nasceu: a Ecologia Humana. Irá ela algum dia nascer?
Se a aparentemente sem saída crise ecológica e a consequente derrocada do mundo actual se deve, principalmente, à ciência estabelecida, ajudada pelas tecnologias antiecológicas que essa ciência alimenta, não será, evidentemente, dentro da mesma lógica autodestrutiva, com instrumentos, cientistas e tecnologias do sistema estabelecido que iremos criar um distanciamento crítico necessário para perceber onde estamos, de onde viemos e para onde vamos.
Para sabermos como vamos sobreviver à catástrofe, ultrapassar a crise e reatar o fio perdido da «vida para viver» em vez da actual «vida para morrer», teremos - na opinião de alguns - de recorrer a outra ciência e a outra tecnologia diferente daquelas que promoveram a crise e apontam para a catástrofe.
A intuição holística e ecológica - o sentido profundo da Unidade - foi mantida, através dos séculos, por alguns profetas que nunca aceitaram, na totalidade, a ordem da desordem estabelecida, nem se conformaram com ela.
Curiosamente e como a obra de Fritjof Capra (*) vem, exaustivamente demonstrar, a ciência ocidental de ponta como a Física Atómica em que ele é especialista, conduz à inevitabilidade de regresso às fontes orientais do Conhecimento como o Taoísmo.
No meio da balbúrdia em que se transformaram as gralhas ditas ecológicas e ecologistas, tentaram alguns, em nome do «realismo ecologista», ordenar ideias e prioridades, inventariando obras de autores que, em maior ou menor grau, mantiveram sintonizado o comprimento de onda correcto e que foram, portanto, precursores e profetas da holística contemporânea.
Inventário discutível, sem dúvida, ele constitui um primeiro desafio aos que investigam no campo das ideias, para se defenderem das mentiras numérico-estatísticas que, em nome do rigor matemático e experimental, a ciência oficial vai impingindo.
Como se pretende mostrar pelos autores até agora inventariados pelo «realismo ecologista», num primeiro contributo a uma abordagem holística do real, verifica-se que vem principalmente de escritores, filósofos e homens de pensamento o melhor antídoto à mentira científica. É deles que vem, portanto, o contributo mais decisivo para a viragem contemporânea de mentalidades a que, por comodidade metodológica, chamamos Holística, palavra que sucedeu à palavra Ecologia, completamente desfigurada por todos os ecoequívocos, eco-oportunismos e ecotravestis.
Debaixo da palavra Ecologia, e abusando dela, se vieram acobertando os oportunismos, ao ponto de os ecologistas de sempre se sentirem completamente excluídos.
Com todas as limitações de uma lista mais do que provisória, eis, por ordem alfabética, alguns profetas da visão holística do mundo e da vida, a maior parte dos quais, como é óbvio, jamais pronunciou ou ouviu pronunciar a palavra Ecologia, até porque a maior parte deles viveu muito antes de que a palavra tivesse sido inventada.
Procura-se, com esta lista «inesperada», mostrar que a «filosofia» em que se fundamentam as ideias e o movimento ecologista, não são de ontem nem de hoje, mas de sempre. Como é de sempre a intuição que acompanhou os mais lúcidos sobre a unidade fundamental do universo.
Com o «realismo ecologista» trata-se de exercer uma pedagogia profunda, no sentido de ultrapassar, por um mergulho profundo nas raízes da Dialéctica taoísta do yin-yang, as antinomias clássicas da cultura europeia e ocidental (Ver Denis de Rougemont, «Cartas aos Europeus», pg. 54 da edição portuguesa (**). )
Com efeito, essas dicotomias e antinomias são responsáveis não só pela contradição fundamental que atravessa e dilacera a cultura europeia-ocidental - Homem contra Natureza - mas por outras lutas e antinomias que dela decorrem (homem contra o homem, luta de classes, luta de gerações, totalitarismo contra Liberdade, etc. )
A bipolarização a nível político, a dicotomia Esquerda-Direita levada a extremos patológicos, inviabiliza não só qualquer entendimento fraterno entre pessoas e povos, como conduz ao supremo confronto, ao supremo frente a frente dos dois blocos bélicos em uma guerra nuclear.
A aprendizagem da dialéctica yin-yang e a arte da liberdade será assim o objectivo supremo, o que implica um longo período de estudo e reconversão mental, para que gradualmente as caducas antinomias, as contradições inelutáveis vão dando lugar à contradição dialéctica e criadora que as filosofias do yin-yang como o taoísmo ensinaram na sua sabedoria mas a arrogância da chamada ciência europeia e ocidental não só destruiu (em muitos casos), como lançou nos porões da História.
Corolário desta antinomia que a própria Europa criou contra outros povos, culturas, civilizações e continentes, são todas as formas bárbaras de Biocídio, nomeadamente nas formas de Etnocídio e de Genocídio sistemático, que caracteriza as cruzadas do «espírito europeu» e as colonizações sangrentas levadas a cabo por ele.
Apoiam este trabalho de investigação e prospecção heurística, não só alguns textos produzidos e editados na «Frente Ecológica» sobre dialéctica yin-yang aplicada na Prática, mas fontes e autores, mais ou menos proféticos, que paulatinamente se foram aproximando da verdade, quase todos depois de terem percorrido a via dolorosa dos sistemas filosóficos de raiz racionalista, experimental e positivista.
É pelos resultados concretos e pelas consequências práticas no dia a dia dos factos e dos acontecimentos, que a Ecologia Humana pretende comprovar a validez ou invalidez de todo um sistema teórico, de uma ideologia e, se quiserem, de todo um padrão civilizacional, baseado nas armas, na violência e na morte. E na ciência, como corolário sine qua non.
Pela primeira vez na História, o combate ideológico trava-se ao nível dos acontecimentos e factos a que uma ideologia (a tecnocrática) deu lugar: os factos são a prova, a irrefutável prova que demonstra a invalidez de teorias, ideias, hipóteses da constelação tecnocrática.
Feita esta prova, efectuado o balanço crítico desta civilização, repara-se, por exemplo, que a Ecologia Humana e a crítica nela implícita à sociedade industrial, vem coincidir com os pressupostos teóricos e filosóficos da corrente teosófica que no mundo ocidental fundaria a sua primeira sociedade em 1875.
Há cento e poucos anos, em 1875, Madame Helena Petrovna Blavatsky, deixava testemunhado, na sua obra monumental, «Ísis Sem Véu», o combate com as correntes ideológicas que, em nome do progresso, do bem estar, da felicidade dos povos, da razão, etc., ainda não tinham sido postas à prova na realidade concreta dos povos e das pessoas.
Nessa data, quem não acreditava que o século das luzes despontava, que a paz e a felicidade eternas estavam a ser preparadas pela ciência e pela técnica, enfim, que o homem tinha na mão o próprio destino e que, se necessário fosse, escalaria o céu para matar Deus em pessoa?
Cem anos depois, a História dá toda a razão a Helena Blavatsky. A engrenagem ideológica que ela criticara, bem como as instituições que lhe servem de pilares, está podre.
Para honra de Blavatsky e desgraça nossa, mortais terrenos, provou-se, com a crise ecológica, que este ramo europeu da chamada evolução das espécies, estava não só errado de raiz, não só tinha havido um engano de agulha há muitos séculos, não só era estruturalmente violento e portanto autosuicida, como trazia a morte na alma e a vocação autofágica e canibalesca da sua própria destruição.
A crítica da Engrenagem tecnocrática feita pela Ecologia Humana possui, portanto, antecedentes e de certa força. Não tem de que se envergonhar das suas premissas e conclusões, que há cem anos já eram preconizadas por espíritos inconformistas e pouco dados a crenças e superstições.
A superstição científica já era então objecto de crítica: porque razão não o há-de ser hoje, em que estão bem à vista os frutos podres dessa árvore envenenada?
Um mundo que só tem o holocausto nuclear como «saída», está ou não suficientemente definido, julgado e condenado?

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ORTODOXIA E PLURALISMO MÉDICO





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TERAPIAS FIÁVEIS E TERAPIAS INVIÁVEIS

Lisboa, 2/12/1996 - Em determinado momento, nomeadamente quando a OMS (Organização Mundial de Saúde) publicou o grosso tratado(*) em favor das medicinas tradicionais - caucionando assim uma área até então institucionalmente interdita - divulgou-se a ideia de que tínhamos passado de uma tirania monocromática - a medicina ortodoxa ou ordinária - para o reino do pluralismo médico.
A lista de terapias que então nos ofertavam era infindável.
Nada faltava nessa lista , desde a técnica mais antiga e comprovada - Acupunctura , por exemplo - até às novidades acabadas de sair do forno, ou seja, oriundas dos EUA , que é de onde chegam sempre as grandes e primeiras novidades.
Fred Wachsmann, que depois passou a assinar Fred Vasques Homem, num livro publicado em 1953 , «Milagre e Fé na Cura»(**), não hesita em nos repertoriar as artes e tretas mais variadas, numa mescla que , se não é de má fé, serve, pelo menos , a que os de má fé façam , logo por aí, o óbito das naturoterapias.
Vamos então à lista de Fred Wachsmann, autor de alguns bons livros sobre Ecologia Humana em geral e Ecologia alimentar em particular.
Eis a lista dele, que damos aqui por ordem alfabética:
Acupunctura
Aeroinoterapia
Amuletos
Antroposofia
Astrologia
Chiropratica
Christian Science
Cintos
Elixires
Espondiloterapia
Espiritismo
Exorcismos
Filtros
Homeopatia
Kneip (terapia)
Lahmann ( Terapia)
Magnetismo
Naturoterapia
Osteopatia
Ozonoterapia
Pedras Mágicas
Pranoterapia
Priessnitz ( Terapia)
Quiromancia
Sangue de Pombo
Schroth (Terapia de)
Talismãs
Treino Autógeno
Vertebroterapia

Esta lista, amálgama entre o relativamente bom e o claramente péssimo, serve, ao menos,de ponto de partida para, filtrada através da hipótese vibratória, virmos a saber que terapias são hoje fiáveis e quais, rapidamente, devemos remeter, rápido, para o caixote do lixo.
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(*) OMS - « Médecine Traditionelle et Couverture des Soins de Santé » - Genebra, 1983
(**) Dr. Fred Wachsmann - «Milagre e Fé na Cura» - Lisboa, 1953

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O LIVRO EGÍPCIO DOS MORTOS







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A «IMORTALIDADE» AO ALCANCE DOS MORTAIS(*)

3-12-1996
- Caderno de encargos para outra vida – viagem de ida sem regresso -- o que ficou conhecido por «livro os mortos egípcio» (*) toma notas sobre o que se deve preparar neste mundo com vista a ter, pelo menos, duas assoalhadas garantidas no outro.
Quem vai pró mar avia-se em terra e há que passar a grande prova dos símbolos. Como tudo quanto os egípcios anteriores a Mubarak faziam, na senda dos protochineses e outros habitantes do Continente Mu (vulgo: Atlântida), como, por exemplo, os Tibetanos, há que dar prioridade a quem se apresente pela direita quando o tráfego é intenso. E o tráfego (tráfico), nos dias que correm, com o afluxo de canais, está congestionadíssimo de símbolos e ícones, pelo que ter à mão de semear um guia rápido de como se foge à morte afrontando-a é, apesar das dificuldades de criptografia, de útil manuseio.
Mas este «cardfile» do inferno, agora editado com uma olímpica coragem pela Assírio & Alvim(*), tem ainda outros atributos desinquietantes. Cada investigador que o encontra, fica com histórias para contar toda a vida -- como se preparasse os próximos capítulos de reincarnações futuras. Ninguém pode estar quieto com este papiro da Morte à cabeceira, com esta telenovela pré-bíblica (e prédiluviana), com a primeira «obra aberta» do Mundo que a humanidade escreveu, ainda o sr. Umberto Ecco não tinha nascido, mais a sua tecnocracia das letras e muito menos a ninhada de discípulos que ele havia de gerar por aqui.
Comparado com o chamado «livro dos mortos tibetano», que encantou o alucinogénico e psicadélico Timothy Lear, não se notam logo as semelhanças, porque à vista desarmada não se vê nada do que importa ver. É preciso fechar os olhos.
Quem quiser fazer a viagem ao fim da Noite terá que tomar, não só algumas precauções cautelares (não comprar o livro, por exemplo) - como recomendaram dois mestres deste tipo de carreiras de autocarro, o Alan Watts (neobudista da Califórnia) e o Henri Michaux (voz da Poesia Mundial).
Pegue-se pois com pinças ou/e luvas de borracha, neste tipo de tábuas da lei, que nada têm a ver com a canja de letras do Moisés, antes pelo contrário, quando cristianismo e judaísmo surgiram para disputar o império da alma humana, baratas após o Dilúvio, já Egípcios, Protochineses e Tibetanos sabiam a escola toda. Os chineses, em vez de livro dos mortos, chamaram-lhe «livro do imperador amarelo», vulgata do «Tao Te King».
Mais tarde os gulags das religiões de Estado completariam a Obra das religiões sacerdotais. Não se confunda, porém, com nenhuma delas, a fonte perene e pós-moderna que deriva destes hieróglifos, destas figurinhas perfiladas (pintadas de perfil) e sentadas como quem escreve a carta diária aos deuses da sua paixão.
As próprias bruxas de Jules Michelet -- que eram analfabetas como todos os alfabetos sabem -- foram lá beber. Porque como diria o Prof, nas fontes frescas é que a gente deve abeberar-se.
A orgia de traduções-traições que tem sobrevoado, em ataques cirúrgicos, ambos os chamados «livros dos mortos», quer egípcio quer tibetano, mostra bem que se trata não só de um best-seller tão importante como o Kundera, mas da tal «obra aberta» que tudo contém e que, portanto, permite todas as retroversões, incluindo as eruditas, que dão bastante gozo aos eruditos, como sabem todos os ignorantes e analfabetos.
Com o advento das «novas tecnologias» e logo que o livro dos mortos esteja gravado em disquete, passa a ser um divertimento ainda mais interessante do que o I Ching, outra das «obras abertas» que mais retro-versões tem merecido dos sinólogos.
Quem quiser escrever poesia ou jogar o tarô, não tem mais do que abeirar-se e servir-se. Mas cuidado com o banquete. Como avisou Cesariny à entrada do (seu) inferno, ninguém se convença de que o bilhete de entrada para a eternidade custa tanto como uma plateia de Pavarotti: mesmo em petrodólares, o acesso à vida da morte (Leão Chestov dixit), custa os olhos da cara, meus senhores, e cada um lá sabe o preço dos olhos que tem.
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(*) «Livro dos Mortos Egípcio», Ed. Assirio e Alvim

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

NÚCLEO NOVA NATUROLOGIA





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NÚCLEO NOVA NATUROLOGIA

INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS:

UM NOVO PARADIGMA PARA UMA NOVA NATUROLOGIA

10/JUNHO/1999 - O que era, até há 10 anos, um défice de informação científica no campo da Naturologia, transformou-se, como por encanto, numa overdose informativa, que acaba por asfixiar, pela quantidade, o que antes havia de menos.
Trata-se agora, em Naturologia, de proceder a uma selecção rigorosa da informação científica disponível, quer em bibliografia, quer na Internet.
As novas gerações que enveredam pelas carreiras da Naturologia, certas de que o futuro está aí, deverão fundamentar um rigoroso critério de avaliação, selecção e hierarquização de conhecimentos científicos, a começar nas ciências do antigamente que deverão ser ou não ser ensinadas.
O peso destas ciências (a que corresponde uma velhíssima metodologia e uma ultrapassadíssima ideologia) no ensino da Naturologia é ainda opressivo, sem que as instituições (escolas e institutos de ensino, nomeadamente) possam fazer nada, elas próprias prisioneiras do impasse e bloqueio que o excesso de informação (do Novo e do Velho paradigma) foi criando nos sistemas de aprendizagem.
Se as instituições, pela sua inércia intrínseca e pelo seu natural imobilismo, nada podem fazer para avançar em frente e para garantir a viragem do novo paradigma científico, terão que ser os «contemporâneos do futuro», os núcleos de novos investigadores e de novos pesquisadores, os grupos de entusiastas, de pessoas com espírito de inovação que terão de encetar essa tarefa de inovação e desenvolvimento.
Maior equilíbrio entre teoria e prática, maior equilíbrio entre cérebro esquerdo e cérebro direito, maior equilíbrio entre teorias biológicas obsoletas e teorias biológicas do novo paradigma, maior equilíbrio entre memória e inteligência, maior equilíbrio entre acção e meditação, maior equilíbrio entre rotina burocrática e espírito de criatividade, maior equilíbrio entre hiperanálise e globalização holística, entre visão macroscópica e visão microscópica (hoje imperante e exclusivista) é o que a nova elite nascente terá de assegurar.
Para ajudar a formar essa elite de novos naturólogos - elite que irá, a pouco e pouco, constituindo um lobby de qualidade face aos lobbies (comerciais) da quantidade hoje dominantes, quer em alopatia quer em naturopatia, - foi criado o Núcleo de Estudos Avançados Nova Naturologia (abreviadamente Núcleo Nova Naturologia, ou ainda NNN) com a missão vanguardista de estudar algumas das linhas que fundamentam um novo critério para um novo paradigma de uma nova naturologia.
É assim que, sem descurar nem menosprezar os grandes sistemas tradicionais - medicina tradicional chinesa, ayurveda, medicina tibetana - , sem menosprezar a preciosa tradição hipocrática e neo-hipocrática, a prioridade do Núcleo NN se dirige ao trabalho de estudo, avaliação, selecção e afinamento das práticas e teorias terapêuticas surgidas no século que agora finda, algumas ainda mal testadas ou mal exploradas.
Se há no mundo de hoje uma contagem decrescente cheia de nuvens negras, com tintas apocalípticas e catastrofistas - há que contrapor uma contagem decrescente, um countdown de esperança, tal como o imperativo cósmico-biológico nos impõe.
Estamos no limiar da 2ª Idade de Ouro e seria uma pena que não fôssemos merecedores dessa dádiva cósmica. É a última chance do Planeta Terra.
Eis algumas linhas ou matérias curriculares, no campo das ideias naturológicas, que o Núcleo NN se propõe estudar, analisar, avaliar, avalizar e trazer ao limiar das 1ªs prioridades:
A) O novo e maravilhoso mundo das terapias vibratórias impõe-se, desde logo, como linha privilegiada.
B) Segue-se o campo das medicinas do terreno, «metabolic medecine», com uma problemática algo polémica e que tem de ser filtrada criticamente, para sabermos o que vale e o que não vale nestas práticas ortomoleculares
C) O renascimento das curas mágicas e alquímicas ( a que o médico norte-americano Deepak Chopra chama «curas quânticas») é outro campo que deverá passar ao crivo da crítica e transitar de tabu proibido a tema de livre e aberta discussão.
Muitos grupos falam de iniciação - alguns abusivamente - mas é urgente e necessário saber os fundamentos da cura iniciática e de que forma ela entronca, quer no esquema egípcio das 12 ciências sagradas, quer na nova ciência do novo paradigma.
D) As teorias biológicas que fundamentam a Nova Naturologia deverão também demarcar-se das que geraram a medicina hoje moribunda, sendo objecto de uma revisão crítica, na medida em que foram abafadas por teorias biológicas que conduziram ao sucesso comercial (mas à falência ideológica também) das actuais prática médicas - farmacêuticas e cirúrgicas.
O Núcleo NN depara-se assim com 2 desafios:
a) de um lado, as teorias biológicas (nomeadamente a microbiana, a darwinista e a maltusiana) que levaram à medicina alopática e químico-farmacêutica (e portanto ao fenómeno apocalíptico da iatrogénese);
b) do outro lado, as teorias biológicas esquecidas mas que é necessário ressuscitar no sentido do novo paradigma e do novo imperativo cósmico.
E) O espírito de trabalho que anima o Núcleo NN não é o de fazer crítica cerrada ao que está mal ou mesmo péssimo, mas investir todo o tempo e as melhores energias no estudo das alternativas ecológicas ao que está mal no sistema e na ideologia do sintoma.
Por isso uma das linhas dominantes do Núcleo NN será a linha ecológica, já que sem diagnóstico ecológico (até agora cantonado na área maldita da chamada Saúde Pública) não há hoje, na sociedade industrial de mil e uma poluições, possibilidade de estabelecer uma etiologia correcta e uma correcta terapia.
O diagnóstico ecológico (e a ecologia como alguns poucos a entendem) é assim decisivo pra a fundamentação científica da Nova Naturologia e das práticas dela decorrentes.
Entre outros motivos porque o diagnóstico ecológico (a despistagem de factores ambientais adversos na génese das doenças) é fundamental na opção-chave da Nova Naturologia, respeitadora das leis biológicas fundamentais.
F) Tratando-se, com efeito, não só de praticar alternativas ecológicas de vida e de cura às antigas terapias sintomatológicas (que multiplicam logaritmicamente as doenças, em vez de logaritmicamente as diminuir) mas de apontar para a nova linha do próximo futuro, que não será tanto o terapeuta no sentido clássico mas o professor de saúde no sentido ultramoderno.
O Núcleo NN, ao criar um grupo de elite que transmita a nova mensagem, dirige-se , fundamental e prioritariamente, à formação de professores de saúde, vanguarda da Naturologia.

Resumindo e concluindo: fazer a triagem crítica e analítica das terapias alternativas naturais que têm surgido nos últimos 10 ou 20 anos, é o principal objectivo do NNN.
Na lista publicada pela Organização Mundial de Saúde na obra « Médecine Traditionnelle et Couverture des Soins de Santé» ( OMS, Genève, 1983) , eram propostas cerca de uma centena de novas e antigas terapias como alternativas à alopatia. (Ver file plurimed> ).
É necessário e urgente estudar o valor relativo dessa terapias, as que, fundamentadas em bases científica e/ou empíricas, devem merecer a melhor atenção das novas gerações de naturólogos.
Os grandes sistemas tradicionais - acupunctura, ayurveda, medicina tibetana, etc - têm, como já dissemos, um lugar insubstituível na prática e no ensino da Naturologia, nomeadamente os que se fundamentam na mais antiga cosmobiologia da terra, que é o yin yang taoísta. O seu valor é indiscutível e não há nada a rever naqueles sistemas que os milénios consagraram. Há só que aprender.
Já o mesmo não acontece nas múltiplas terapias alegadamente baseadas em princípios da ciência analítica.
Com estes objectivos - talvez ambiciosos mas justos, urgentes e necessários - o Núcleo NN arranca a sua primeira iniciativa, um ciclo sobre «Informação Biológica e Saúde».
A bioinformação é, aliás, o campo onde o défice informativo de há 10 anos tem sido drasticamente alterado para o seu oposto: a overdose informativa nos livros, autores e Internet.
O Núcleo NN apenas deverá triar , com critério, - ou seja, com inteligência, com ideias e com intuição - esse manancial informativo, de modo a separar o trigo do joio, de modo a joeirar a palha que é a fibra celulósica necessária ao estímulo da vesícula biliar mas que, neste caso, bloqueia o processo de comunicação.
Há que peneirar a informação disponível.
Comunicação em geral e comunicação intercelular em especial bem pode ser o nosso slogan, o nosso emblema, o nosso programa e a nossa hipótese de trabalho a testar experimentalmente.
Docentes e discentes, todos podem juntar-se a nós e dizer se apoiam este programa de trabalho.
Deixem o vosso nome e morada, no papel distribuído para o efeito, para que sejam contactados nas futuras iniciativas públicas do Núcleo NN.
Neste momento - 10 de Junho de 1999 - assinam e respondem pelo Núcleo NN, os seguintes nomes:
Luísa Valdeira
Carlos Campos Ventura
Novaes
Afonso Cautela
Armindo Caetano

terça-feira, 3 de agosto de 2010

ALQUIMIA INTERCELULAR-III



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REACÇÕES CURATIVAS E CURA INICIÁTICA
I
Se consultarmos o quadro de 5 diáteses ou predisposições tipológicas estabelecidas por Menetrier, vamos encontrar uma classificação muito interessante para este tópico que estamos a analisar: as reacções curativas.
Considera Menetrier: por um lado, a diátese Alérgica e , por outro lado, a diátese Anérgica.
Eis mais um par de opostos muito significativo em Noologia.
Grande parte das doenças oscilam, de facto, entre esses dois pólos. Um dos primeiros cuidados, no enquadramento de uma doença, é saber em qual dessas 2 grandes áreas energéticas se inclui ou para a qual se inclina o doente:
a) Tipo alérgico
b) Tipo anérgico
Como acontece em todas as classificações biotipológicas, regra geral, os tipos não aparecem puros mas sim mesclados. De onde, por exemplo, a Anergia possa coexistir com a Alergia.
No entender da Noologia é o que se chama, em medicina tradicional chinesa e no sistema dos 5 elementos, um ciclo perverso.
Ora a complexidade das actuais patologias reside precisamente em que entrámos numa fase de ciclos perversos (ciclos viciosos) cada vez mais complicados.
A dificuldade de ultrapassar as doenças reside hoje, em grande parte, nessa situação , que se generaliza, de estrutural perversidade energética, a que a medicina às vezes não deixa de chamar, reconhecendo, «ciclos viciosos».
Em regra, a medicina química produz ciclos viciosos sem regresso. Deverá dizer-se, sem medo a represálias, que a principal responsável pela introdução dos «ciclos perversos» ou «ciclos viciosos» na vida moderna é a ciência médica. E que a isso , a essa vocação de espalhar perversidade, se chama cientificamente Iatrogénese.
O mais difícil para as medicinas naturais não é curar pelas causas, basta que o doente queira colaborar. O mais difícil tecnicamente para as medicinas naturais ou terapias doces, é resolver e ultrapassar os ciclos viciosos provocados pela química médica, é desfazer, contrariar, anular, ultrapassar os efeitos perversos dos medicamentos e da medicina.
O que passa também pela difícil operação que se chama «desmame da droga».

ALÉRGICO E ANÉRGICO

De qualquer maneira, teremos sempre que tentar saber o que predomina: se o anérgico, se o alérgico.
Na dúvida , deveremos tentar atacar os dois.
Definindo terreno alérgico como uma hipersensitividade ou hiperreactividade do organismo e anérgico como uma hiporeactividade ou hiposensitividade, se os sintomas apontam claramente para reactividade aumentada - deveremos procurar des-sensibilizar a sede da hiperreactividade - o fígado.
Temos, à nossa disposição, o des-sensibilizante universal - o Enxofre.
Se houver, simultaneamente, sinais de apatia energética - por mais que se receite o doente dirá sempre que não sentiu nada - é ainda o Enxofre que poderá fazer o Milagre de, ao mesmo tempo, des-sensibilizar para resensibilizar.
E não será por acaso que o Enxofre - quer o metal, quer o princípio filosofal - seja uma das energias decisivas no desencadear de uma alquimia pessoal , no restabelecimento dos bioritmos e ciclos, no metabolismo, na desestruturação das células, para uma posterior reestruturação, no arranque do movimento alquímico.
E tudo isto, que acabamos de enunciar, faz parte das famosas «reacções ou crises curativas» a que, em Gnose Vibratória, chamamos Stresses positivos, Desestruturação/Reestruturação.
Voltamos ao ponto da reacção curativa e partimos de novo para outra incursão.
A doença, quanto mais grave, mais oportunidade dá ao doente de evoluir (Postulado nooológico).
Mas quanto mais crónica e antiga for a doença, mais tempo leva a curar, porque mais tempo leva o processo alquímico de transmutação, desestruturação e reestruturação das células, mais crises ou reacções curativas provoca.
Reacções curativas que passam por duas condições sine qua non:
a) Abertura do Suporte Vibratório (SV) às Energias Vibratórias cósmicas
b) Reactivação dos metais alquímicos existentes na heterocromatina constitutiva.
Para uma e outra coisa é imprescindível o contacto com :
a) Metais
b) Cores
c) Aromas (Óleos essenciais)
d) Homeopatias
e) Florais
f) Enzimas e lacto-fermentados
g) Elementos catalíticos
h) Música
i)
Outro salto de gamo para um interface essencial na cura energética: aquilo que, em Gnose Vibratória, se chama Psicostasia.
Psicostasia , fundamentalmente, tem a ver com um julgamento vibratório a que somos submetidos desde que entremos no circuito das energias cósmicas vibratórias.
Ou seja, a subida de uma oitava na escala vibratória de N8 a N56, terá que passar por esse julgamento em que o Cosmos nos pesa e avalia as energias da alma para saber se pode ou não passar.
Tristeza infinda do nosso tempo triste de mentiras virtuais (energeticamente zero ou abaixo de zero) é que as pessoas se julguem a salvo de uma avaliação cósmica ou Prova Geral de Acesso, como se o Mundo Vibratório fosse a completa balda e não a ordem inviolável que de facto é.
É a Ordem do Universo como ensina, por exemplo, entre outros sistemas noológicos tradicionais, o Yin-Yang taoísta ou Princípio Único.
Saltamos agora para os «Rituais de Passagem». Todas as tradições falam de «rituais de passagem». Algumas ordens ditas secretas também fazem uma caricatura desses ritos, degenerados em rituais. Nos liceus e escolas é o espectáculo ignominioso da praxe - a significar que se perdeu completamente o sentido do sagrado e dos necessárias graus de iniciação. Ou até o sentido do simples bom senso e do simples senso comum.
«Ritos de Passagem», de Jean Holm e John Bowker (Publicações Europa América) é um dos livros muito interessantes que nos permitimos incluir na bibliografia auxiliar deste tema inesgotável que é o tema das «Reacções Curativas»

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REACÇÕES CURATIVAS

O que fez da Alquimia uma Arte (quase) inacessível e das 12 ciências sagradas aquilo a que se chamou «ciências ocultas», foi a complexidade do acto iniciático a que, em terapia natural, poderemos chamar , muito simplesmente , reacções curativas e a que Etienne Guillé chama «stresses positivos».
De facto, neste conceito do sábio grego Hipócrates, confluem todas as linhas energéticas que fundamentam a vida e a morte, a saúde e a doença, a nossa evolução ou involução, a nossa capacidade de progredir energeticamente ou de energeticamente regredir, no caminho que escolhemos entre Alfa e Ómega, entre Macro e Microcosmos.
Nunca as terapias naturais hoje no mercado deram ênfase suficiente a esta encruzilhada de todos os caminhos, a este interface de todos os interfaces energéticos.
Sem poder nem querer indicar, ao mesmo tempo, todos os itens que deste decorrem, vamos indicar alguns. Vamos pegar numa das pontas da meada, meada que é, de facto, labiríntica . Mas que, por ser labiríntica, não nos deve assustar - desde que tenhamos a bússola que nos oriente, entre os recifes, no percurso desse labirinto.
A nossa bússola, em Noologia, é a Gnose Vibratória de Etienne Guillé, que daremos em anos futuros ou em cadeira diferente deste mesmo ano.
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(*) A experiência de seres humanos em voos espaciais levou, assim, à confirmação deste campo magnético que os cientistas designam de «campo Schumann», cuja falta provocava perturbações fisiológicas nos primeiros astronautas. ■

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ALQUIMIA E COMUNICAÇÃO INTERCELULAR


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ALQUIMIA E COMUNICAÇÃO INTERCELULAR

19/1/1997 - Sem alquimia não existe tratamento, não existe cura, não existe terapia nem autoterapia. Em suma, não existe informação e circulação de informação intercelular: como se sabe, todas as doenças são bloqueios energéticos dessa informação intermolecular.
Proverbialmente, a sabedoria do povo diz que o conhecimento passa pelas «tripas» , quer dizer, o conhecimento, tal como o alimento (porque o alimento também é informação) tem que ser digerido, melhor ou pior digerido, o que significa, em termos mais eruditos, em termos da ciência moderna, metabolizado.
Nesta linha de raciocínio estamos perante o primeiro binómio determinante da alquimia alimentar e, portanto, da vida:
a) assimilação
b) desassimilação
É um primeiro par de opostos que nos aparece, sabendo nós que outros pares opostos complementares irão surgindo ao longo do nosso estudo:
a) Yin-Yang
b) Sódio/Potássio
c) Endoderme e Exoderme da célula
d) Sono/Vigília
e)

A vida é Ritmo, como lembrou o nosso colega Salomé, e aqui, em Noologia, estamos constantemente a verificá-lo: a vida processa-se bipolarmente, não admira, portanto, que, ao estudar a vida e a alquimia da vida, nos confrontemos com sucessivos pares de opostos.
Opostos que, como afirma o taoísmo yin yang e todas as grandes tradições, são complementares. Ao contrário do que toda a cultura ocidental nos tem inculcado.
Seguindo a lógica das operações alquímicas - condição sine qua non para que a ciência se transforme em sabedoria - outro par de opostos se impõe, sempre que haja movimento, sempre que à estagnação energética multimilenar se sucede, energeticamente falando, o movimento:
a) Solve
b) Coagula:
É outro par de opostos que os alquimistas referiram sempre e a que o taoísmo chama, de maneira muito atraente e convidativa:
a) Yin
b) Yang

Para já, uma analogia se impõe:
a) Solve é o equivalente /correspondente ao yin taoísta e ao centrífugo da física moderna
b) Coagula é o equivalente /correspondente ao yang taoísta e ao centrípeto da física moderna.
Um não existe sem o outro, como claramente se pode ver no símbolo do yin-yang.
Ou antes: se um quiser existir sem o outro, surge a patologia, surge a doença, surge a desordem e a desarmonia:

O princípio da interdependência seria mais um ( o 16º sexto, a juntar aos 15 princípios que o nosso colega Salomé muito bem enunciou e que são verdadeiros pontos cardeais na viagem pelas energias)
A interdependência energética entre todas as partes do Todo - é um dos postulados fundamentais da Noologia e, portanto, deste nosso curso. Não o percam de vista.

Prosseguindo os factores sine qua non da alquimia da vida, deparamos com aquilo que tradicionalmente os hipocráticos e neo-hipocráticos chamam limpesa, catarse (os gregos até com o teatro trágico e sua catarse faziam medicina...) e mais modernamente desintoxicação.
Tudo bem e tudo certo.
Um organismo intoxicado por poluições químicas, por ambientes patógenos, pela medicina química, pela alimentação defeituosa e com carências, por todos os factores que se conhecem diariamente e que constituem matéria da Ecologia Humana, sucedânea da clássica Toxicologia e antecedente da moderna Holística , ficará evidentemente diminuído na sua capacidade energética de assimilar/desassimilar, ou seja, de metabolizar ou alquimizar a informação alimentar, por melhor que ela seja.
E toda a informação terapêutica por melhor que seja a terapia e a energia fornecidas: ou seja, sem esta condição sine qua non, que é um terreno orgânico limpo e energeticamente desimpedido, todas as terapias falham, por melhores que elas sejam e por mais competentes que sejam os terapeutas.
Em termos energéticos é sabido, por exemplo, que uma aplicação de agulhas de acupunctura , partindo do princípio que acerta no ponto ou ponto indicados, (o que é, na maioria dos casos, muito problemático) , resultará mais ou menos em função do estado de toxemia do organismo.
Toxemia é um termo predilecto dos neo-hipocráticos, entre os quais me permito sublinhar o nome de um grande português, Adriano de Oliveira, que bem merecia, nos seus 80 anos, a homenagem de gratidão de uma classe que nem os seus melhores mestres sabe reconhecer.
A Medicina do Terreno, por um lado, a Metabolic Medecine e a Medicina Orto-Molecular por outro, são assim, depois dos neo-hipocráticos, as mais modernas correntes que levam em consideração a globalidade holística do ser humano.
A desintoxicação, como eles chamam, será só por si matéria de um longo capítulo do nosso estudo - como o deverá ser, creio, da cadeira do Prof Salomé.
Pelo que já vimos, haverá sobreposições entre estas duas cadeiras, mas isso, evidentement, é inevitável quando se trata de disciplinas tão próximas e afins.

PH - Avançando para outros factores sine qua non de um tratamento orto-molecular e que normalmente tão esquecidos são na prática clínica corrente, vamos sublinhar agora a importância do chamado PH ou equilíbrio Ácido/Alcalino.
O PH põe em evidência outro par de opostos, relativamente ao qual teremos que ser justos reconhecendo à Macrobiótica a corrente que deu ao PH o ênfase, o relevo e a importância que ele tem na alquimia alimentar.
É o factor básico do terreno, determinante de todos os outros.
E porque foi a Macrobiótica a «descobrir» a importância do PH?
Porque no jogo ou balançé energético entre o yin (centrífugo) e o yang (centrípeto) logo se constatou uma relação fulcral, decisiva na nossa alquimia diária:
a) O yang assimilado ao poder energético do Sódio
b) O yin assimilado ao poder energético do Potássio.
Para o bem e para o mal, estes são os dois macroelementos da nossa glória e da nossa miséria.
Sal e sais minerais, só por si, constituem um capítulo da Noologia Alimentar.
Tudo passa pelo equilíbrio entre um e outro, entre Sódio e Potássio. Mas equilíbrio não significa que tenhamos que andar sempre com uma balança às costas a medir o Ph, a avaliar o teor de Sódio e de Potássio que entra na nossa alimentação diária.
E aqui entra outro grande princípio da nossa conduta noológica relativamente às energias alimentares e nem só: a simplicidade do bom senso ou mesmo, sem desprimor, do senso comum, tão desprezados pela ciência erudita.
Bom senso e senso comum são um património do (in) consciente colectivo a que em Noologia deveremos reconhecer a nobreza e a imensa riqueza humana.
Que queremos nós dizer com isto?
O yin-yang, a relação Sódio/Potássio, o PH, se for alquimizado entra, digamos, no nosso feeling diário, naquilo a que os psicólogos chamam intuição , naquilo a que em Radiestesia Holística chamamos o sexto sentido. Instintiva-se a informação: que é outra definição de alquimia.
Se tivermos na nossa cozinha, à frente do nariz, uma tabela com os alimentos de reacção alcalina e os alimentos de reacção ácida podemos ajudar a memória e consultar a tabela sempre que, perante um determinado alimento, tenhamos dúvidas sobre a sua energia, sobre se ele será muito acidificante ou muito alcalino, muito yang ou muito yin.
Um dos objectivos do nosso estudo é aprender a «ouvir energeticamente o nosso organismo». Ou seja: a interpretar os sinais, mais ou menos subtis, que ele nos envia, antes de entrar em crise declarada (aquilo a que chamamos doença), como reacção às acções que sobre ele efectuámos - quase sempre e paradoxalmente com pouco amor por nós próprios.
Acção/Reacção - eis outro postulado que podemos juntar à lista indicada pelo colega Salomé. Um alerta, desde já, sobre um aparente paradoxo: que poderá surgir quando começarem a praticar o jogo de balancé entre ácido e alcalino, entre Potássio e sódio, entre yin e yang.
Um alimento de sabor ácido não significa necessariamente que tenha, no estômago, uma reacção ácida. É o caso típico do limão - e dos outros citrinos.
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4 POSTULADOS BÁSICOS (PRINCÍPIOS ORIENTADORES) DE NOOLOGIA MÉDICA E ALIMENTAR

1 - A abordagem das energias humanas feita pela ciência médica fica-se pelas calorias: para a ciência médica que temos e nos trata, o ser humano é pouco mais (ou pouco menos) do que uma caldeira... Produz calor e, portanto, deve ingerir calor. Ponto final.
Como a Noologia não se cansa de afirmar, temos muitas outras energias, em quantidade e qualidade, para conhecer. O ambiente (endógeno e exogéno) do ser humano - aquilo a que o Padre Teilhard de Chardin chamou Noosfera - é muito mais vasto do que a ciência afirma. O padrão «calorias» não esgota, portanto, todos os aspectos, níveis e energias que devem considerar-se implicados no universo humano. Assim o postula e demonstra uma abordagem não reducionista e portanto holística do fenómeno humano.

2 - Macrobiótica não significa, como alguns disseram, «a arte de viver muitos anos» mas o «reencontro do ser humano com a grande via da ordem universal». Tem isto a ver com as modernas ideias da ecologia e da holística - tudo se liga a tudo - mas tem a ver, também, com o pensamento budista nos seus vários ramos históricos, desde o zen ao budismo tibetano. Tem a ver com a vanguarda ecológica mas também com as raízes da sabedoria mais antiga e profunda, à luz da qual a ciência moderna é uma lamparina fumarenta e mal cheirosa.
Nascida da grande sabedoria original - que J.A. Lavier liga directamente ao legado da Atlântida ( «Bio-Énergétique Chinoise», Maloine, Paris, 1983), - a macrobiótica foi trazida ao Ocidente e aos tempos modernos pela mão do japonês Jorge Oshawa: entre os actuais praticantes da macrobiótica poucos foram, porém, os que a viram na sua dimensão universal, nas suas implicações culturais e na sua natureza de disciplina iniciática. Limitam-se quase sempre a encará-la como «mangedoura de arroz integral» (como um dia disse Víctor Quelhas) e pouco mais.
Poucos quiseram ver, também, na Acupunctura , baseada na bioenergia dos meridianos que percorrem o corpo humano, a mais antiga medicina ecológica. Poucos foram também os que entenderam no budismo e nas práticas de yoga a ecologia primordial, onde os novos movimentos em defesa da natureza terão que ir beber se quiserem perceber alguma coisa do que estão fazendo.
De onde viemos e para vamos? Esta é apenas uma das perguntas a que um convívio com a dialéctica taoísta do yin-yang poderá dar um princípio de resposta.

3 - Entre os métodos naturais de curar, a alquimia alimentar yin yang foi um dos que se mostraram mais simples e mais eficaz no combate a um grande número de doenças, para as quais a Medicina não soube (ou não quis) encontrar tratamento adequado. O êxito moderno desta antiga arte de curar deve-se, em parte, à profunda crise que mina até aos alicerces a medicina química e sua sequela iatrogénica. Mas as efeitos psíquicos e morais do alimento físico contam-se também entre os factores que explicam uma maciça adesão à macrobiótica.
É também como um método de «alargamento de consciência» que deveremos , em Noologia, encarar a Alquimia Alimentar do Yin-Yang.

4 - Enquadradas pela análise ecológica da sociedade industrial e suas alienações, suas poluições, suas constantes e sistemáticas agressões ao ser humano, as terapêuticas ditas naturais aparecem como tecnologias apropriadas e desalienadoras, no contexto mais vasto das tecnologias libertadoras e humanistas ou de auto-suficiência em todos os campos, incluindo o energético.
O fundamento «científico, que alguns reclamam, para as terapias naturais é , exactamente, o facto de constituirem eco-alternativas às servidões tecno-burocráticas da sociedade industrial e de consumo. E chega.
Os lobbies que vivem da doença e de uma medicina que adoece indignam-se com as alternativas ecológicas das terapias naturais, porque sabem que :
a) São científicas
b) São necessárias e suficientes
c) São uma alternativa viável, já, e não uma utopia.
Escapar ao sistema totalitário da engrenagem industrial, provoca sempre, em qualquer campo, redemoinhos; mas escapar, pelas eco-terapêuticas, à medicina que vive de ir matando e adoecendo, suscita um redemoinho ainda maior: pela praticabilidade, facilidade e baixo custo da sua apropriação por todos os seres humanos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

BARBÁRIE 1978

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terça-feira, 26 de Novembro de 2002

MUDAR DE AGULHA RUMO À ECOCIVILIZAÇÃO

[30-11-1978] - O planeta Terra vai morrer, a ecosfera é também uma espécie em vias de extinção. Dizem os ecologistas e o seu alarme chega hoje apenas aos ouvidos atentos e aos corações sensíveis.

Mas o mundo que vai morrer, que está moribundo de uma doença profunda em que a poluição significa apenas um sistema superficial entre muitos, é onde as novas gerações de hoje terão de viver amanhã.

Paradoxalmente, grande parte dos jovens foi habituada ao conforto de certos consumos e pensa que esse é um estado inalterável, adquirido para sempre e sem esforço.

Esta a maior ilusão de uma juventude que terá a seu cargo a tarefa mais difícil da história: mudar de sociedade, salvar o planeta, inflectir a marcha da economia, evitar que o Mundo, à beiro do abismo e da catástrofe, caia no buraco.

A geração a quem está confiado o 8º trabalho de Hércules, teve paradoxalmente uma vida alcatifada de facilidades: ela chegou a convencer-se de que tudo, até a saúde, a felicidade e a vida, pode ser comprado no supermercado.

A decepção é hoje generalizada e daí a chamada crise da juventude. A sua angústia. O seu desespero. O seu medo.

Daí a sua passividade frente aos consumos, a sua inércia ou aceitação sem crítica de tudo o que lhe é imposto e vendido pela máquina infernal da publicidade. O jovem limita-se a consumir: todo o produto, embalado ou não em celofane, seja ele tóxico, venenoso, cancerígeno ou apenas supérfluo.

A sociedade de consumo esqueceu uma lei fundamental do universo que é também por isso uma lei fundamental da economia: tudo se liga a tudo e tudo se paga. O ocultismo oriental chamou-lhe lei do Karma.

Ora a nova geração tem de reaprender a sabedoria desta fonte - o yoga - e tem de saber que pagará tudo quanto recebeu «à borla» (que os papás lhe compraram ...).

Comeu mais gelados do que nenhuma outra: a cárie dentária será, como em nenhuma outra, endémica

«Diz-me o que consomes, dir-te-ei quem és.»

As doenças são resultado do que consumimos, principalmente dos alimentos ou desalimentos a que as indústrias nos habituaram para lucro delas O que pensamos e sentimos é produto de muitos folhetins tele e radiofónicos. Os objectos que consumimos são os que o sistema produtivo - fiado na nossa passividade e voracidade cúmplice - vai pilhar, sem dó nem piedade, à natureza que é a matéria-prima esgotável de onde emana tudo. Tudo o que temos. Tudo o que somos. E quando a natureza esgotou os recursos num país, o sistema produtivo vai pilhá-la aos países que, virgens ou chamados selvagens, oferecem ainda potencialidades que há muito os civilizados ou desenvolvidos já não têm, porque as mataram barbaramente.

Basta pensar nos produtos plásticos que esta geração se acostumou a ver como algo de absoluto e permanente. Esquece esta geração que os plásticos, ao fabricarem-se, originam a poluição mais destruidora do ambiente natural, exigem transporte de matérias-primas altamente tóxicas e perigosas, arrastam reacções negativas em cadeia nos equilíbrios ecológicos.

Ao consumir o que a publicidade lhe apresenta como ideal de vida e suprema felicidade, a geração do apocalipse tem da compreender que está metida num jogo onde não ganhará sempre, presa numa colossal armadilha que a conduzirá à total asfixia: de um lado os consumos patológicos que o mercado lhe põe no corpo ou no prato (com as respectivas doenças) e do outro as poluições que só lhe trazem doenças também.

Antes de morrer, o mundo adoece e essa doença é o aparente conforto que esta geração tem gozado mas que será pago por degeneração biológica acelerada.

Não é vingança do chinês, é apenas a tal lei Kármica. Todo o efeito tem uma causa e reciprocamente.
O crescimento industrial de produtos, na maior parte supérfluos, venenosos, tóxicos, cancerígenos, indegradáveis, segue uma linha exponencial ou logarítmica, que é a imagem do processo canceroso: quer dizer, não pára, só pára na morte.

O efeito desta desenvolvimento económico na saúde das populações - na chamada qualidade de vida - será também patológico. O reverso do conforto vendido pela sociedade de consumo é o cancro.

A nova geração tem de escolher: ecologia ou cancro, socialismo ou morte.

Da massa anónima hão-de nascer os escolhidos. Eles farão a necessária e rápida reciclagem nos hábitos do consumo, princípio da urgente revolução cultural: e assim começará a greve geral à sociedade de morte, ao sistema suicida.

Eis o programa que a juventude tem por diante: se quiser sobreviver.

A ecologia irá radicalizar o mundo e bipolarizar a humanidade. Natureza ou nada é o dilema.

Não vale a pena pensar em fazer grandes coisas - ser engenheiro, médico, ministro, empresário, senhor doutor- se não houver terra, ar, solos, água, vida, natureza.

Em suma: se não houver nada, é estulto pensar em alguma coisa mais além da morte.

De duas uma:

Ou esta geração consegue alterar a marcha louca da humanidade, mudar de agulha e fazer com que o comboio, em marcha desenfreada, saia da linha da catástrofe para enfiar na linha da ecologia.

Ou esta geração já não irá a tempo de evita a marcha e o comboio seguirá na linha do abismo.

Seja qual for o caso e a saída para esta crise do meio ambiente, e ecologia está no ponto de bifurcação e condicionará actividades, pessoas, continentes, políticas, culturas, economias. Condicionará o trabalho e os tempos livres. Tudo.

Penso que a nova geração tem pouco tempo para tempos livres. Falo, é claro, dos mais conscientes, responsáveis e sensíveis. Todo o tempo será pouco para a grande tarefa. Esta geração, ou será a última do mundo velho ou será a primeira do mundo novo.

Ela terá, da qualquer maneira, de enfrentar o problema dos problemas: a sobrevivência planetária como facto inédito nesta fase da história humana. Pouco antes do dilúvio, trata-se de construir a arca.
Parte integrante da natureza, a humanidade terá de saber se quer salvar-se ou acabar com ela. E a juventude é a vanguarda da humanidade.
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(*) Este texto de Afonso Cautela foi publicado com este título, no jornal «A Capital», Opiniões Livres

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

guerra perpétua

nobel-1-ac-ab> quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

OS 9 ERROS CIENTÍFICOS DE AL GORE
NOBEL DA PAZ PARA A GUERRA PERPÉTUA

1 - Por ter constatado o óbvio, deram-lhe o Prémio Nobel da Paz (?). Bem feito. Chovem sobre ele as flores dos elogios. Um pouco tarde porque já foi ultrapassado pela Hillary na ascensão à branca casa do salão oval.
Mas nunca é tarde para chegar cedo. Ou para constatar o óbvio. Ou para adivinhar que o mundo está ameaçado de perecer de uma doença crónica chamada Fim-do-Mundo.
São os profetas da desgraça, os epígonos do Apocalipse. Um pouco como o folhetim Maddie, nunca mais acaba de acabar.
No meio dos elogios, há quem diga duas palavras acertadas:
«O comité do Prémio Nobel deveria focalizar-se sobre outros grandes problemas esquecidos como a subnutrição, a malária e a falta de liberalização das trocas agrícolas, em vez do aquecimento climático.»
( Bjorn Lomborg, autor do livro The Skeptical Environmentalista)
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«Isto é só política, é só para intervir na política norte-americana, é escandaloso!»
(Claude Allegre, ex-ministro francês da Ciência)
2-Arrogante e prepotente a destruir o ecossistema Terra, o sistema agora quer armar ao benemérito protector e salvador dos aflitos. E por força que o Aquecimento Global é que é o único a pagar as favas, porque é de origem humana. Também é, mas não principalmente. A acção do predador humanóide soma-se à entropia natural do sistema como manda a 2ª lei da termodinâmica. E o CO2 é apenas uma ínfima fracção no conjunto de causas e factores somados logaritmicamente para produzir a destruição, a auto-destruição ou suicídio do Planeta Terra.
3 – É esta lógica de destruição intrínseca ao sistema do desperdício (esta guerra perpétua) que o algorismo promove e fomenta também. Mais fontes de energia para alimentar os energívoros, vão apenas aumentar o preço do barril de petróleo sem diminuir significativamente a produção de CO2: aliás, mesmo que se conseguisse diminuir esse fabuloso autor de todas as desgraças (segundo o algorismo) há mil e um outros que vão aumentar, todos os dias para aumentar logaritmicamente a destruição.
4 – O algorismo tem algumas vantagens para o sistema de destruição sistemática e por isso o nobelizam: faz que se atamanquem alguns desmandos e todos ficam felizes de que isso irá resultar. Como, porquê e para quem?
Esquecendo as outras ameaças mundiais, é fácil ter fé. Mais difícil é não pensar no resto dos problemas que o sistema produz e o algorismo não cita.
Concentrar tudo no aquecimento global evita falar das restantes desgraças que eles foram produzindo.
5 – Com ou sem algorismo, a catástrofe irá consumar-se. Uma simples guerra bactereológica, por exemplo, dá para exterminar isto tudo em três quatro meses, se tanto. Sem que o algorismo ponha na agenda esse ou outro tópico dos que constituem o painel da Abjecção contemporânea, deste Tempo-e-Mundo. O arsenal biológico ( e de destruição maciça) pode em qualquer momento reduzir o Planeta a um cemitério sem vencidos nem vencedores. Pensem na vocação de alguns grupos para o atentado suicida.
6 – O algorismo na paz das consciências, Nobel da Paz? Só se for para deixar em paz as consciência dos que contribuíram e continuam contribuindo para a destruição do Planeta. Mas essa também não colhe porque para apaziguar (más )consciências era preciso que eles tivessem essa coisa e não têm.
Nobel da Paz para Algore, por que carga de água? Mesmo atendendo ao oportunismo geoestratégico daquele prémio, é francamente abusar da liberdade de critério ou falta dele.
7 – Dias antes do Nobel, foi dado destaque nos jornais a um título muito curioso mas inconveniente: «Nove verdades pouco convenientes para Gore – Juiz britânico apontou 9 erros no filme «Uma verdade Inconveniente».
É que, segundo a notícia, o britânico Stewart Dimmock apresentou queixa contra o uso do filme de Al Gore sobre alterações climáticas, nas escolas do Reino Unido. O Tribunal decidiu que o documentário pode ser transmitido mas acompanhado de uma nota explicativa dos nove erros científicos que o ex-vice-presidente dos EUA cometeu. Convenientemente.
Procurem no Google News e deliciem-se.
8 – A minha metáfora mais antiga: o sistema é um comboio sem freio desmandado numa noite muito, muito fria apesar do aquecimento global.
9 – Não tem que ver directamente com a paz (podre) do Nobel mas serve para acrescentar um ponto e ficarem nove, convenientemente:
«O relator das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, pediu ontem em Genebra uma moratória de cinco anos na produção de biocombustíveis, para travar o aumento do preço de alimentos.» «A produção de biocombustíveis é uma catástrofe para os esfomeados.» - disse Jean Ziegler, que nunca abichará obviamente nenhum Nobel.
Esta notícia foi dada a 11 de Outubro e a do Prémio Nobel a 13.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

SOURCES DE LA SAGESSE

sexta-feira, 3 de Novembro de 2006

Enel: Je vous remércie le site français sur Belvès. Où est la réponse à la date de 26 de Aout de 1983?
Je n’ai rien contra ces recapitulations de la sagesse originel (Atlante -> M U ou Lémurie) mais je suis un peu fatigué des répétitions des répétions, avec les memes paroles, les théosofes (de H.P. Blavatsky & Cª) , dès Antroposophes (R. Steiner & Cª), des Rosecruciens, des Templiers, des Kabbalah (la confusion total par mon petit cerveau).
Je m’en fous de tous ces éruditions qui s’amplient une des autres!
Je me défens du paradigme logique et je cherche le paradigme analogique, la sinopse, l’essence de l’essencial, dans la perspective de mon countdown personel vers le fin.
Dês thèmes a retenir dans le site Belvès:
- Calendrier Maya c’est plus rigoreaux que le gregorien;
- La précession des équinoces traduit l’année cosmique de 25. 920 annés (le site Belvès parle de 26…annés environ!!!)
- La sagesse egiptienne c’est l’autre source encore vivante et Etienne nous aide a déchifrer les hiérogliphes…

ENCONTRO COM O LAMA


ENCONTRO COM O LAMA KUNZANG DORGE

HEMEROTECA PESSOAL

Relacionados com este tema, foram publicados os seguintes textos de AC:

? – Na Visita a Portugal do Lama Kunzang Dorje – Actualidade e Prática do Budismo Nyingma-Pa – O Desespero do Ocidente e a fé em Buda - In « Jornal da Via Macrobiótica» (publicada separata) , data por determinar
?? - Um Buda no Céu de Lisboa – Refeições saudáveis para quem quer ir mais longe- In revista «Saúde Actual», data por determinar

76-09-15 – Com o Lama Kunzang Dorje - «Se tudo é energia e a morte não existe» , o yoga tibetano é o caminho – In «O Século», 15 de Setembro de 1976
76-10-01- Ioga Tibetano em Portugal – Se Tudo é Energia, a Morte não existe» - In « O Século Iluatrado», 1 de Outubro de 1976 – Digitalizado no file

77 –00-00 – Texto publicado no semanário «Telex», em data por derminar – Posso digitalizar porque guardo original dactilografado
77-05-03 – Yoga Tibetano – Segunda Visita a Portugal do Lama Kunzang Dorje – Circular dactilografa publicada pelo jornal «Frente Ecológica».
79-10-12 – Encontro em Portugal com a Tradição do Oriente – In jornal diário «Portugal Hoje» (Lisboa), 12 de Outubro de 1979
79-10-17 – Na Visita a Portugal do Lama Kunzang Dorge – Memória de Nyima Zong – O Mosteiro Budista da Europa – In «A Capital», 17-10-1979
79-10-27 – O Destino Humano à Luz do Yoga Tradicional – O Futuro do Ocidente e o Budismo Tântrico – In «A Capital», 27 de Outubro de 1979
79-10-29 – O Lama Kunzang Dorje à Imprensa: «Acordar pelo Yoga as energias que dormem em nós.» - In jornal diário «Portugal Hoje» (Lisboa), 29 de Outubro de 1979

81-08-23 – Lembrança de Nyima Dzong – Mosteiro europeu do Budismo Tibetano – O esplendor das Forças Naturais – In jornal diário «Portugal Hoje» (Lisboa), 23 de Agosto de 1981 – a digitalizar logo que possível

87-09-25 – Na «Linhagem Ininterrupta dos Mestres – Escola de Budismo Tibetano transmite sabedoria milenar », in «A Capital», 25 de Setembro de 1987

88-09-30 – Lama Kunzang reage a referência «difamatória» - «Chamar Seita ao Povo tibetano é uma grave leviandade» - «Parasitas de Deus» gera polémica – In «A Capital», 30 de Setembro de 1988

domingo, 8 de abril de 2007

ALEXANDRIA 2012

1-2-4055 caracteres - mde-1= mundo das energias - manifesto - gabinete de ideias- biblioteca de alexandria 2000

Lisboa, 31/4/1996

Depois de Babel


PORQUE É QUE A RADIESTESIA HOLÍSTICA
É DE FACTO O ÚNICO CAMINHO QUE EXISTE
PARA DEFINIR O INDEFINÍVEL

O cardfile Lista Aberta de Léxico Energético servirá para incluir, sem discriminação de raça, sexo ou idade, os vários nomes que através dos tempos foram dados às energias «desconhecidas» por várias disciplinas organizadas como:
Biologia Quântica
Física Quântica
Metafísica
Metapsicologia
Mitologia
Psicanálise
Psicologia
Psicoterapia
Psiquiatria

Quando se sai do mundo físico e se entra no mundo das energias menos condensadas, é a confusão total e generalizada das ciências que levaram séculos a estudar a matéria e que só neste século se aventuraram no imaterial, através da Psicologia.
A Psicologia - ciência da psique - é o primeiro grande contributo moderno à confusão.
Mas outros se seguiram e hão-de seguir-se, usando os nomes mais variados para designar e nomear o invisível, aquilo que os cinco sentidos ainda não captam. Todas as ciências se mobilizaram para esse efeito e a confusão das línguas foi tal que se julgou, finalmente, assistir na realidade à lenda de Babel.
Falam todos do mesmo, ou julgam falar do mesmo. Mas cada um, agarrado à especialidade científica que lhe coube, usando a nomenclatura própria da mesma especialidade e da mesma ciência, só consegue aumentar a confusão sua e dos outros.
Todos falam do mesmo ou julgam falar do mesmo. Em nome da Física Quântica, em nome da Parapsicologia científica, em nome da Psicologias Transpessoal e da Sofrologia, em nome da Psicologia Clínica e da Psicanálise de Freud, em nome da Sincronicidade de Jung (e seu inconsciente colectivo) ou em nome da Teosofia de Helena Petrovna Blavatsky e de Annie Beasant, todos julgam falar do mesmo: a Energia, Deus, a Criação, a Holística, Brahma, Ki, o Universo do diverso, o Uno indivisível, a Mónada.
Em nome das pequenas psicoterapias (mais de mil), em nome do Espiritismo (distribuído por escolas as mais diversas), em nome do Ocultismo, em nome das Ciências esotéricas, em nome do Paranormal, em nome da doutrina secreta (Blavatsky), em nome do realismo fantástico (Jacques Bergier/ Louis Pauwels) e do surrealismo (A. Breton), todos tentaram falar do mesmo: o que se seguia ao corpo visível e se sumia nas profundezas do indetectável, do invisível, do inacessível aos 5 sentidos.
A descida aos infernos da profundidade humana tem suscitado uma verdadeira Babel de livros, linguagens (científicas), nomenclaturas, um verdadeiro caos, a confusão total.
E até em nome da teoria do Caos (a mais caricata das teorias científicas) eles julgam falar ainda do mesmo: a divindade que nos criou, os campos de morfogénese cósmica que são todos os seres existentes, se somos fantasmas indefinidamente auto-reproduzidos ou se temos, de facto, existência real para lá e para cá das aparências.
Sem papas na língua, os hierofantes egípcios chamaram a esse para cá e para lá do que materialmente somos, a Eternidade.
Todos julgam, entretanto, falar do mesmo. E vai crescendo o número de autores, livros, ciências, nomenclaturas. E vai aumentando a balbúrdia, a torre de Babel, a confusão, o Caos.
Todos julgam, têm julgado, através do último século, falar do mesmo e todos julgam ter a verdade única ou a verdade composta por várias verdades dispersas.
Chamam então supersticiosos aos que não alinham na sua nomenclatura. A linha de Oscar Gonzalez Quevedo, Domingos Moreira, José Ruiz de Almeida Garrett, todos professores doutores para impressionar, chamam supersticiosos a tudo o que não vem com a chancela daquilo a que chamam ciência.
A linha destes catedráticos em «parapsicologia» é uma verdadeira esquadra de polícia: chicotada que ferve a quem não se provar que vem com diploma em psicologia e varapau, a torto e a direito, para todos os que, pela fé, pela intuição, pela espontânea entrada numa determinada frequência vibratória não têm o aval destes gendarmes e chulos de Deus.
Mas os que se apresentam fora deste quadro universitário, também não se mostram com rosto mais humano: é tudo arrogância e, acima de tudo, ejaculações precoces de cada vez que utilizam os palavrões difíceis de que só eles sabem o segredo glossarial.
É urgente inventariar uma lista desta overdose verborreica, herdada principalmente da nomenclatura médica que é a mais longa, chata e inútil de todas as nomenclaturas ditas científicas.
Lisboa, 31/4/1996
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