sexta-feira, 27 de julho de 2007

LABORIOSOS LABORATÓRIOS

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3 NOTÍCIAS DE ECOLOGIA HUMANA:
A CIÊNCIA DE QUE SOMOS COBAIAS

COMPROVATIVO DO PONTO 1:
http://catbox.info/big-bang/big-bang1/ruido.htm

Graças a Deus e à falta de assuntos mediáticos que acompanha sempre os calores estivais – a «silly season» - vamos tendo notícia de assuntos e temas normalmente olvidados na época alta da Política, do Parlamento e, claro, das economias e suas geringonças.
Os assuntos de Ecologia Humana, a bem da humanidade e para que conste, só na última semana os jornais vieram lembrar-nos três, muito antigos mas que os laboriosos investigadores de sempre encontraram finalmente nos seus laboratórios (os laboratórios da ecologia humana, como se sabe, são ao ar livre e chamam-se Ambiente ou, de preferência, Meio Ambiente).
Note-se, já agora, que as cobaias desses laboriosos laboratórios de ecologia humana somos nós, ditos seres humanos, cidadãos, consumidores, utentes, espécie humana, etc.
Vamos então sumariar as tais notícias da «silly season» e que, no meu caso, desde há muito tenho em mil pastas com o rótulo «os dossiês do silêncio».
1. «Ruído mata mais na Europa do que a poluição do ar» (26 de Julho de 2007)
2. «Amianto vai causar um milhão de mortes até 2030» (25 de Julho de 2007)
3. Impacto da Aviação no Ambiente chega a Lisboa» ( 23 de Julho de 2007)

(O google news deve dar em directo estas notícias, se consultarem estes títulos).

Temos que resumir para não ocupar muito espaço na Ambio:

1. «O ruído provocado pelo tráfego automóvel na UE (UE) causa 40 por cento mais mortes por ataques de coração e hipertensão do que a poluição do ar, de acordo com o que conclui um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS). »
A OMS finalmente ouviu os meus rogos e lá foi investigar o que eu solicitava às autoridades científicas num livro que publiquei, em Março de 1974, Editora Arcádia, Nº 2 da colecção «Dossiê Zero»: «A indústria do Ruído e o Direito ao Silêncio».
33 anos para a OMS investigar o óbvio também não são assim tanto tempo além de que 33 é a idade do Cristo, sempre benvindo neste tempo-e-mundo de tanto progresso.

2. «Só ontem foi transposta a directiva comunitária sobre o amianto» dizia a jornalista Carla Aguiar no «DN», que chamava ao dito amianto «invisível assassino».
A directiva comunitária é de 2003 e «impõe regras mais rígidas às empresas que lidam com o amianto, como as de construção civil ou de manutenção de equipamentos».
Resumindo e concluindo: «O amianto foi usado com grande profusão entre 1945 e 1990, sendo apenas proibido na UE em 2005.»
Não tenho tempo de ir verificar nos meus arquivos a data em que tomei conhecimento da «asbestose» mas deve ser da década de 80 em que andei muito interessado na «ecologia do trabalho» e percorri em reportagem vários sítios em que soube de como eram as condições ambientais de certos trabalhadores em contacto com o amianto. Também não me lembro se a asbestose estava ou não classificada como doença profissional ou doença do trabalho.
Quem se lembrar que diga.
Mas nada disso interessa: o que interessa agora é reprimir e, acima de tudo, reconverter os tectos falsos (milhares) que provavelmente contêm amianto. Como diz a notícia da Carla Aguiar, o amianto «pode estar nos tectos falsos de muitos escritórios, nos isoladores térmicos para protecção contra incêndios dos edifícios, nos telhados de chapa ondulada feita de fibrocimento, que são o tecto de muitas instalações fabris, ou mesmo de escolas, em cordas, ou materiais para isolamento de tubagens ou caldeiras.»
«É assustador e pode vir a assumir uma dimensão de pandemia.» confessou ao «DN» Armanda Carvalho, Inspectora da Inspecção Geral do Trabalho.

3. «A aviação e as alterações climáticas» foi o tema em foco no workshop que se realizou em Lisboa e de que a agência Lusa dava discreta notícia: Emissões de CO2 em voo de Lisboa a:
Londres – 166 Kg
Recife – 410 Kg
Macau – 765 Kg
O resto são as disposições da Organização da Aviação Civil Internacional, manifestamente preocupada com este contributo da aviação para o aquecimento global.
Não sei se sonhei ou se em tempos enviei para a Ambio qualquer coisa relacionada com isto mas que, como então constatei, não preocupava ninguém. Nem devia ser assunto de conversa.
O INAC (Instituto Nacional da Aviação Civil) ouviu as minhas preces e reuniu de urgência este workshop em Lisboa.
Obrigadinho ao INAC que respondeu ao meu apelo.

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