terça-feira, 8 de julho de 2008

HÁ JÁ 19 ANOS

1-2 -tecnodis1-deep ecology
O TECNODISCURSO

28/4/1989 - Quando se proclamam defensores da Natureza e da Floresta os plantadores de Eucaliptos, classificando de provocadores os movimentos conservacionistas e do Ambiente.
Quando se chama de Saúde o ministério da Doença - dos Hospitais, da Sintomatologia, dos medicamentos e de tudo o que é o contrário da Saúde.
Quando se chama Economia ao sistema que se baseia no desperdício sistemático de recursos, valores, pessoas e culturas
Quando se chama Desenvolvimento de um país ao processo que é feito à custa do subdesenvolvimento agravado de outros países e continentes
Quando se chama Estado de Direito àquele onde os direitos fundamentais do cidadão sãoviolados e onde um sistema que se diz de Justiça todos os dias agrava as injustiças e desigualdades sociais.
Quando as radiações ionizantes que produzem cancro são medicamente indicadas como terapêutica contra o Cancro.
Quando o rebentamento de bombas nucleares subterrâneas que produzem ondas sísmicas, é preconizado como processo de prevenção sísmica.
Quando na frente de luta pela vida e pela qualidade de vida (a saúde) se encontra um produto que leva consigo o nome de "antibiótico".
Quando os conceitos e as palavras significam exactamente o seu contrário,
Que se pode esperar de todo um sistema e de toda uma mitologia que se baseia neste discurso contraditório?
Contraditório em si mesmo e contraditório da realidade, da qual completamente se divorcia por antagonismo?

Será por isso que as ideologias do sistema são  mitologias ?
Um discurso que constantemente significa o seu contrário, oposto, inverso ou antónimo, onde nos conduzirá este discurso?


INIMIGO PRINCIPAL - IMPERIALISMO INDUSTRIAL - BIOCÍDIO
"O Homem mata o Meio Ambiente." Lê-se frequentemente este tipo de discurso , em que se mitifica um Homem abstracto com H maiúsculo.

Qual "Homem" e quais homens é que matam o Ambiente?
O conceito de inimigo principal nesta matéria é também muito importante. Convém não escamotear o principal inimigo - o imperialismo industrial - com eufemismos e inimigos secundários. Neste caso, um mito.
Quem mata a Natureza é o imperialismo industrial e quem directamente o serve enquadrado No sistema.

Por exemplo: de que modo o mito da explosão demográfica da tal abstracta humanidade tem servido ao sistema para perpetrar os seus desvarios?
A verdade é que nunca houve nem haverá gente a mais no Planeta: mas, para justificar a mortandade de populações inteiras, o imperialismo manda os seus ideólogos apregoar que o "aumento da população é culpado número 1 da Poluição e da Destruição do Meio Ambiente."


A INFLAÇÃO DAS TEORIAS
A inflação das teorias não abre um espaço de tolerância mas de cepticismo.
Quando se quer impor o Nuclear, o melhor é encenar um debate pluralista com a participação de vários quadrantes partidários, de preferência com assento parlamentar.
Quando se quer estabelecer a confusão no espírito das pessoas, quando se quer condicionar propiciatoriamente o consumidor, arranja-se uma panóplia de teorias, contraditórias umas das outras, levando o consumidor (receptor da mensagem que explicita essas teorias) à conclusão, regra geral sub-consciente, de que afinal nada é certo nem seguro,
No campo alimentar, este niilismo produzido pela multiplicidade das teorias, prepara um terreno propício à recepção do discurso publicitário, aos spots televisivos sobre todos os delitos alimentares.
O cepticismo é, em nome da tolerância, do livre pensamento, da independência intelectual, da neutralidade e objectividade científica, o caminho aberto à aceitação resignada, pelo consumidor, da religião publicitária.
E sobre essa há uma só opinião. É regime de partido único.■

1 comentário:

bernard n. shull disse...

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